As prendas do Rei Leão - parte 3
– Quem quer roupas bonitas? – perguntou o Leão.
Esta pergunta provocou algum alvoroço entre os animais. O Leão manteve-os debaixo de olho, porque os animais gostavam de se exibir. Cada um queria parecer mais bem vestido do que o outro.
O Leopardo escolheu o fato às bolas. A Zebra um casaco às riscas. Mas o Cavalo e a Vaca contaram uma longa história.
O Leopardo escolheu o fato às bolas. A Zebra um casaco às riscas. Mas o Cavalo e a Vaca contaram uma longa história.
– Nós trabalhamos na quinta – disse o Cavalo.
– E temos de andar limpos todos os dias – disse a Vaca.
– Um único fato não será suficiente – disse o Cavalo.
– Não queremos que o dono da quinta faça troça de nós – acrescentou a Vaca.
– Está bem, está bem – disse o Leão, que achou graça ao ar emproado do Cavalo e a Vaca tinha uma voz tão doce que conseguia enternecer até o coração de um rei. – Aproximem-se!
– O Cavalo foi o primeiro. E teve direito a vários fatos: um sarapintado de cinzento e castanho, outro pintalgado de castanho-escuro e branco de neve, e até um fato preto como a noite.
– Muito obrigado – agradeceu o Cavalo, enquanto se afastava a galope. Mas depois cansou-se de vestir e despir tantos fatos e distribuiu-os pelos filhos. E é por isso que, ainda hoje, cada cavalo tem apenas um fato, mas todos os cavalos parecem diferentes.
A Vaca recebeu um vestido às cores, um casaco vermelho e um belo fato domingueiro preto. Mas acabou por fazer o mesmo que o Cavalo e deu tudo aos filhos.
Enquanto o Leão ainda estava a tratar da Vaca, ouviu-se uma voz entre a multidão:
– Então e eu? Não dê tudo ao Cavalo e à Vaca! – gritou a Girafa.
– Que indelicada! – protestou o Leão. – Como te atreves a gritar com o teu Rei? Como castigo nuca mais voltarás a falar! – E foi assim que a Girafa perdeu a fala.
Para mostrar aos animais que não gostava de pressas, o Leão dirigiu-se de novo à pilha de dos chifres e escolheu um par para dar à Vaca, a condizer com todas as roupas que lhe dera.
– Muito obrigada – disse a Vaca agradecida, e afastou-se com as prendas que recebera.
Mas a Girafa parecia muito infeliz e, ainda que não pudesse dizer uma única palavra, o Leão sentiu pena dela.
– Aqui tens um fato especial para ti – disse o Rei –, e um par de chifres a condizer.
A Girafa vestiu o fato e os chifres que acabara de receber e ficou mais bonita. O Leão mirou-a da cabeça aos pés, e acrescentou:
– Vou dar-te um pescoço comprido que te permita ver os inimigos à distância. E longas pernas para que possas fugir rapidamente.
A Girafa ficou deliciada e afastou-se a trote toda contente.
– E temos de andar limpos todos os dias – disse a Vaca.
– Um único fato não será suficiente – disse o Cavalo.
– Não queremos que o dono da quinta faça troça de nós – acrescentou a Vaca.
– Está bem, está bem – disse o Leão, que achou graça ao ar emproado do Cavalo e a Vaca tinha uma voz tão doce que conseguia enternecer até o coração de um rei. – Aproximem-se!
– O Cavalo foi o primeiro. E teve direito a vários fatos: um sarapintado de cinzento e castanho, outro pintalgado de castanho-escuro e branco de neve, e até um fato preto como a noite.
– Muito obrigado – agradeceu o Cavalo, enquanto se afastava a galope. Mas depois cansou-se de vestir e despir tantos fatos e distribuiu-os pelos filhos. E é por isso que, ainda hoje, cada cavalo tem apenas um fato, mas todos os cavalos parecem diferentes.
A Vaca recebeu um vestido às cores, um casaco vermelho e um belo fato domingueiro preto. Mas acabou por fazer o mesmo que o Cavalo e deu tudo aos filhos.
Enquanto o Leão ainda estava a tratar da Vaca, ouviu-se uma voz entre a multidão:– Então e eu? Não dê tudo ao Cavalo e à Vaca! – gritou a Girafa.
– Que indelicada! – protestou o Leão. – Como te atreves a gritar com o teu Rei? Como castigo nuca mais voltarás a falar! – E foi assim que a Girafa perdeu a fala.
Para mostrar aos animais que não gostava de pressas, o Leão dirigiu-se de novo à pilha de dos chifres e escolheu um par para dar à Vaca, a condizer com todas as roupas que lhe dera.
– Muito obrigada – disse a Vaca agradecida, e afastou-se com as prendas que recebera.
Mas a Girafa parecia muito infeliz e, ainda que não pudesse dizer uma única palavra, o Leão sentiu pena dela.
– Aqui tens um fato especial para ti – disse o Rei –, e um par de chifres a condizer.
A Girafa vestiu o fato e os chifres que acabara de receber e ficou mais bonita. O Leão mirou-a da cabeça aos pés, e acrescentou:
– Vou dar-te um pescoço comprido que te permita ver os inimigos à distância. E longas pernas para que possas fugir rapidamente.
A Girafa ficou deliciada e afastou-se a trote toda contente.
(continua...)
Adaptado de As mas belas fábulas
africanas – As histórias infantis preferidas de Nelson Mandela,
Alfaguara, 2012, p: 37-44
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