As prendas do Rei Leão - parte 1
O Rei Leão deu uma grande festa de Natal e todos os animais tinham de estar presentes, porque um convite de rei era lei, e ninguém o podia recusar. Apenas a mulher do bode o recusou.
O Rei Leão deu uma grande festa de Natal e todos os animais tinham de estar presentes, porque um convite de rei era lei, e ninguém o podia recusar. Apenas a mulher do bode o recusou.
– Oh, não! – disse a senhora Kudu. – O que o Leão quer é encher a barriga com os membros da nossa família. Como podemos ter a certeza de que ele não nos vai comer se formos à festa?
– Sim, sim, sim! – exclamaram as outras cabras.
– Então irei sozinho – disse Kudu. – Se eu não for, podemos ter problemas.
– Sim, é melhor irmos – disse outro bode.
– Sim, sim, sim! – exclamaram as outras cabras.
– Então irei sozinho – disse Kudu. – Se eu não for, podemos ter problemas.
– Sim, é melhor irmos – disse outro bode.
A cabra bufou furiosa e não mexeu um casco. Só a Avó Cabra não conseguia resistir a um convite que incluísse comida – mesmo que os outros pudessem acabar por comê-la!
E os animais começaram a chegar. O Leopardo, a Zebra, a Toupeira, o Elefante, a Doninha Fedorenta e a Serpente. O Babuíno era demasiado curioso para estar ausente; o Burro demasiado estúpido. O Coelho, o Hipópotamo e o Lagarto também compareceram, tal como a Hiena e o Chacal. Oh, sim – aquela era uma festa para todos.
E os animais começaram a chegar. O Leopardo, a Zebra, a Toupeira, o Elefante, a Doninha Fedorenta e a Serpente. O Babuíno era demasiado curioso para estar ausente; o Burro demasiado estúpido. O Coelho, o Hipópotamo e o Lagarto também compareceram, tal como a Hiena e o Chacal. Oh, sim – aquela era uma festa para todos.
Começaram a dançar um bocadinho, com o Babuíno a comandar. Depois cantaram algumas canções e o Chacal tinha uma voz bem afinada. A seguir, comeram mel e beberam leite. Até o Leão, o Leopardo e o Lince se juntaram aos outros no momento de comer, como se não estivessem habituados ao gosto do sangue. Mas o Leão decidira que, como anfitrião, não podia servir aos convidados membros das suas próprias famílias.
Prestem atenção, meus amigos! - disse o Leão ao esvaziar o pote de mel (pois um rei come em primeiro lugar, e é ele que come o último pedaço, e pelo meio vai comendo também – pelo que aos outros não restam senão as sobras que vão apanhando aqui e ali). – Prestem muita atenção – repetiu ele. – Gostaria de dar a cada um de vocês um presente como prova de que sou um rei bom.
– Obrigado, obrigado, obrigado – gritaram os animais e todos se chegaram à frente com medo de que os outros recebessem o melhor presente antes de chegar a sua vez.
– Calma! – rugiu o Leão. – Os apressados não receberão nada e os gananciosos serão os últimos a receber os presentes.
Ditas estas palavras, as coisas acalmaram um pouco.
(continua...)
Adaptado de As mas belas fábulas africanas – As histórias infantis preferidas de Nelson Mandela, Alfaguara, 2012, p: 37-44
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